Os 4 Pecados do Self-service BI

Por que é forte o apelo para a adoção de ferramentas de self-service BI, como QlikView e Tableau? E quais as suas consequências?

“Self-service business intelligence” é o conceito de que o usuário não técnico tenha autonomia e velocidade para construir seus próprios relatórios e dashboards.

O Gartner prevê que os mercados de BI e Analytics estão chegando ao final de uma transformação. O foco passou da liderança por TI na entrega de informações baseadas em transações para uma liderança pelas áreas de negócio, com foco analítico e self-service.

Diversos fatores influenciam positivamente na adoção dessa modalidade. Por exemplo:

  • São aplicações que o próprio usuário pode baixar, de graça, e testar na versão final.
  • Depois, a aquisição é facilitada. Os preços unitários não são elevados e as licenças são mensais, usualmente pagas através de cartão de crédito corporativo.
  • As ferramentas acompanham, em parte, o nível de sofisticação do usuário, pois oferecem módulos que permitem desde a criação de relatórios detalhados até a carga e formatação dos dados diretamente na aplicação, com armazenamento local.
  • Conforme a experiência de uso aumenta, seus requisitos se adaptam e atendem à demanda do usuário.

Todo esse apelo, no entanto, pode trazer quatro consequências negativas para a sua organização:

1. Descontrole de custos

Custo de licenciamento exponencial com a expansão para outras áreas e para um número expressivo de usuários.

Duplicidade de gastos quando as áreas de negócios adquirem soluções desconsiderando outras opções relevantes ou até mesmo já licenciadas pela organização.

2. Ineficiência

Regras contidas em relatórios são comuns, o que imobiliza nesses o conhecimento e inibe o seu reaproveitamento. O uso de ferramentas distintas ainda multiplica o problema.

Excesso e redundância de relatórios, desenvolvidos para suprir as diferenças de funcionalidades entre as três plataformas: web, tablet e mobile.

3. Ausência de governança

A adoção gradual e descentralizada desconsidera a governança (informação e controle de local, autor, tamanho e permissionamento dos arquivos dos relatórios, por exemplo).

O foco departamental e armazenamento dos arquivos localmente – ou em servidores da rede (por vezes de intranet) – mantém as regras nesses arquivos.

Todos os usuários são publicadores, desenvolvedores e consumidores dos relatórios, sem distinção, ou com distinção informal.

4. Perda de desempenho

A ampliação do uso requer volumes crescentes de dados pelas ferramentas e exige maior poder de processamento local, na máquina de cada usuário, além de gerar gargalo na rede local, armazenamento, etc.

Desta forma, quando você for iniciar ou ampliar o uso do self-service BI em sua organização, busque ferramentas que aliem a capacidade do self-service com um controle efetivo dos seus investimentos, eficiência na criação dos relatórios, governança, desempenho e escalabilidade.

No próximo artigo vamos explorar os requisitos destas ferramentas e também sugerir um processo de migração de sua(s) ferramenta(s) atuais para um destes novos cenários.

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