O que é ciência de dados? Será que é para mim?

Quando o termo ciência de dados é usado, ele geralmente é aplicado em um contexto de grandes empresas, porém o real objetivo da ciência de dados é a utilização de estatísticas por todos os níveis da organização, seja por ela inteira, ou por cada departamento, ou mesmo pelo indivíduo, ou seja, você. Mas como fazer isso? E o que, de fato, é “ciência de dados”? Entenda agora.

A evolução da ciência de dados.

Durante um longo tempo, uma estratégia de B.I. (Business Intelligence) estava baseada em relatórios financeiros, análises de desempenho corporativo, eficácia de operações, gerenciamento de metas e resultados, dentre outros cenários. Ela se focava em olhar para o que aconteceu. E esse processo é necessário, contudo o que fazer com esse montante de informações? Arquivá-las na gaveta? Então, foi percebido que era preciso dar um passo a mais, pois,apesar de fundamentais, relatórios e dashboards não mobilizavam o mais importante: a estratégia.

A princípio, acreditava-se que movimentos dentro da empresa deveriam ser estruturados de maneira linear. A estratégia deveria se fundamentar a partir de um começo, um meio e um fim, porém essa lógica falhava, dado que, ainda que se chegasse ao fim daquela ação, a empresa continuava. Sendo assim, não faz mais sentido pensar em movimentos cíclicos?

Pois bem, essa transformação de perspectiva se espalhou até chegar no conceito atual de ciência de dados. Algumas mudanças na esfera de gestão das organizações que talvez seja mais fácil para o seu entendimento foram os novos modelos de gerenciamento de projetos baseados em Cultura Ágil, o desenvolvimento de produtos baseados em Lean e a administração estratégica com uso de OKR’s (Objective and Key Results).

O foco da empresa e a ciência de dados

O que significa usar a palavra “estratégia”? Bem, ao tratar de “estratégia”, talvez seja mais adequado falar a respeito do foco da empresa. Esse foco existe em todas as empresas e, para concretizá-lo, é necessário acompanhar performances, mirar resultados e medir objetivos. E todas essas práticas só são possíveis através do levantamento de dados. Dessa maneira, é possível quantificar o progresso da organização e fazer mudanças de estratégia caso sejam necessárias. Ou seja, se todas as empresas possuem um foco a ser seguido, é fundamental que todas também tenham um levantamento de dados adequado.

Por que “levantamento de dados adequado”? É importante que as informações sejam constantemente atualizadas, tendo em vista que elas refletem um determinado momento da instituição. Para que os dados transpareçam a realidade, é preciso considerar a atualização deles.

Depois, é fundamental que haja uma análise das informações coletadas. Era nesse momento que a ciência de dados parava. Ainda que pareça uma fase ultrapassada, é crucial que se destaque que essa etapa tem se atualizado. Aliás, um ponto que não se é devidamente pensado pelo público geral é o quanto uma visualização atrativa e facilitada dos dados pode potencializar uma análise.

Por fim, há o que realmente conecta a questão da estratégia com o levantamento de dados: depois que se analisa-os, é possível ter insights. Esse encadeamento é o que caracteriza a ciência de dados.

Todavia, focando no último passo, insights são de extremo valor empresarial, é por isso que grandes companhias que estão realizando grandes transformações culturais, também desenvolvem a orientação a dados, também conhecida no jargão data-driven. Mas os insights não precisam acontecer apenas em larga escala, eles podem ocorrer em qualquer patamar e são aplicáveis para todas as instâncias. Você pode ter um insight sobre a sua performance até mesmo sozinho!

Exemplos do uso de ciência de dados.

É interessante assinalar também que o tipo de dado a ser levantado deve se adaptar a sua necessidade, sendo assim, tem-se que:

  • se o seu time atua em sprints, squads, é importante conhecer seu comportamento de entrega, velocidade, tempo de reação, de ciclo e de entrega, afinal, cada time é único e tem seu próprio comportamento que pode ser acompanhado e tem atuações distintas de melhorias;
  • se a sua área é atuante em uma determinada linha de negócio que representa algum serviço ao cliente, com modelo de negócio atrelado, é importante conhecer seus resultados, sua atuação e aprender os reflexos de um no outro, visando crescimento, organização, evolução;
  • se vocês (time, departamento, área ou “dentro de casa”) representam um produto, é fundamental que entendam o comportamento do seu cliente, desde o consumo, a interação, o engajamento, a evasão, a satisfação e, principalmente, a aceitação a cada vez que você o modifica. Isso é ouro para evolução do seu produto!

Com essa reflexão, a mensagem é que isso não é simplesmente B.I., é ciência de dados. Não é coisa de outro mundo, é questão cultural com metodologia e boas práticas. É para você, para seu time e para sua empresa, cada um com sua necessidade. Alguns com bons dados e painéis, outros com análises de mercado, clientes e produtos, ou ainda com modelos preditivos e prescritivos, ou, quem sabe, com algoritmos sofisticados especializados, mas todos eles com algo em comum: um foco e uma cultura de medir, avaliar e mudar. Vamos começar? A Niteo pode te ajudar com tudo isso, basta nos procurar!

Dê um passo além

Caso você queira se aprofundar mais, eis aqui alguns livros indicados:

  1. Conheça como o gerenciamento estratégico baseado em OKR’s pode mudar sua forma de desenhar, disseminar e acompanhar o foco da sua empresa – WODTKE, Christina R. “Radical Focus: Archieving your most important goals with objetives and key results”. Cucina Media.
  2. Apresenta como a ciência de dados pode ser aplicada em cenários de negócios para desenvolver o pensamento analítico nas suas equipes. – PROVOST, Foster; FAWCETT, Tom. “Data Science para Negócios: O que você precisa saber sobre mineração de dados e pensamento analítico de dados”. Alta Books.
  3. Demonstra as técnicas mais eficazes para construção ou melhorias de dashboards com visuais claros e atrativos, fazendo com que o mais importante seja o real protagonista: a informação. – NUSSBAUMER, Cole K. “Storytelling com Dados: um guia sobre visualização de dados para profissionais de negócios”. Alta Books.
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