Entenda o poder da Indústria 4.0

O acesso ao mundo digital nunca foi tão fácil. Ele está presente em nosso cotidiano de maneira quase imperativa, logo, a necessidade de explorar esse mundo sob o perfil empresarial também é essencial.

No mês passado, introduzi o que era a Indústria 4.0 e, hoje, quero continuar esse assunto. Dessa vez, vou tratar um pouco mais sobre o que compõe a Indústria 4.0, quais tecnologias estão envolvidas no setor e, de acordo com minha explicação de cada uma delas, explorarei as vantagens únicas que a era digital pode trazer às empresas. Está pronto para conhecer o verdadeiro poder da Indústria 4.0?

As principais tecnologias da Indústria 4.0

Para iniciar o tópico, é importante fazer uma síntese superficial das tecnologias mais importantes quando se fala sobre o mundo digital, sendo elas:

  • IoT (Internet of Things, ou Internet das Coisas): formada por componentes, dispositivos (sensores, microprocessadores), plataformas de software etc que permitem que objetos e máquinas se comuniquem através da internet – para saber mais, clique aqui;
  • Nuvem/Cloud: voltada para o armazenamento, processamento e transmissão de dados, mas também aplicativos e softwares para o controle dos processos de produção;
  • Big Data: quantidade de dados gerados por cada objeto e maquinário que utiliza sistemas IoT e que devem ser organizados e analisados ​​dando origem ao Big Data Analytics.

O gêmeo virtual

Todas as tecnologias acima colaboram na criação do chamado “gêmeo digital” ou “gêmeo virtual” do processo físico. Esse gêmeo desempenha um papel fundamental na Indústria 4.0, pois é um modelo matemático avançado que permite descrever o produto, o serviço ou o processo para realizar análises e aplicar estratégias. Dessa maneira, a simulação com gêmeos virtuais permite otimizar a produção industrial ao obter informações úteis para garantir maior eficiência (chegando a elevar o processo em até 20%) e reduzir o time-to-market (podendo reduzir o tempo pela metade).

Computação em Nuvem

A verdadeira protagonista da Indústria 4.0 é a computação em nuvem, que permite a substituição de processos manuais por provisionamento de máquinas virtuais, economizando tempo e dinheiro. Entre as vantagens que um sistema em nuvem pode trazer para o negócio se destacam:

  • flexibilidade;
  • ausência de custos com hardware;
  • aumento de colaboração entre os usuários;
  • segurança e proteção de dados;
  • sustentabilidade.

Gestão de Big Data

 Todas essas tecnologias da Indústria 4.0 geram uma enorme quantidade de dados, o chamado Big Data, que deve ser armazenado e gerenciado de forma adequada para garantir o melhor desempenho possível para a organização. Atualmente, preferimos usar o banco de dados de série temporal, ou seja, bancos de dados especiais otimizados para séries temporais: são medições e eventos rastreados, subamostrados e agregados ao longo do tempo e incluem dados de sensor, monitoramento de desempenho, métricas de servidor e muito mais. Portanto, é uma evolução importante que deve envolver a infraestrutura de cada empresa.

Com a imersão dos usuários em ferramentas digitais, a produção de dados se potencializa, levando a volumes massivos de informações gerados em um curto intervalo de tempo. Gerenciar o Big Data é essencial.

Monitore, rastreie e analise: o gerenciamento de dados

Cada projeto de IoT bem-sucedido é baseado em um perfeito monitoramento e rastreamento dos dados da máquina, assim como nas operações logísticas da instituição, graças ao uso de sensores especiais para monitoramento visual. É uma solução oferecida pela InfluxDB, que oferece recursos incríveis para o gerenciamento de dados ideal.

Graças aos sensores IoT, é possível ter acesso a dados históricos para obter insights e informações a serem aplicadas à situação atual, com uma importante vantagem competitiva para os negócios. Fazer análise de IoT significa que, na Indústria 4.0, você é capaz de realizar manutenção preditiva, verificar o roteamento de tráfego, reduzir o gerenciamento de Churn, garantir melhor conservação de água e assim por diante.

Os sensores permitem gerar dados que as empresas mais avançadas desejam gerenciar em tempo real e sem nenhuma interação humana. Por exemplo, se for sinalizada a perda de uma bomba, é possível desligar a máquina automaticamente ou trocar uma turbina eólica se o vento mudar. Esses são exemplos de gerenciamento de dados que trazem benefícios comerciais imediatos.

A importância dos gateways IoT e seu uso

O conceito de gateways IoT parece abstrato para quem não está familiarizado com esse assunto, porém os gateways são essenciais para o funcionamento da IoT.

 Os gateways IoT são um dos componentes críticos da Internet das Coisas. Pois, de maneira simples, eles são dispositivos de hardware ou códigos de software virtual que conectam uma rede de sensor IoT a um servidor em nuvem. Sua importância se dá pelo fato de facilitarem a compatibilidade com a rede IoT, suportando diversos protocolos como Bluetooth, WiFi, Zwave e Zigbee. Os sensores IoT são baseados em IP e o IoT Gateway garante a conectividade com servidores em nuvem, disponibilizando os diversos dispositivos online.

IIoT: o papel da Internet das Coisas na Indústria 4.0

As companhias usam a IIoT (Industrial Internet of Things ou Internet das Coisas Industrial), para melhorar a eficiência da fábrica, evitar quebras de máquinas e diminuir o tempo de inatividade. Na verdade, esses sensores permitem fazer uma análise preditiva das máquinas e permitem:

  • reduzir custos;
  • melhorar o tempo de operação;
  • agilizar as operações;
  • criar produtos de qualidade superior;
  • maior velocidade das linhas de produção.

Ferramentas IoT: sensores, chatbots, realidade aumentada

Os sensores IoT podem se comunicar com outros sensores e computadores remotos, permitindo que as empresas gerenciem seu Big Data de qualquer lugar. Sua aplicação é muito ampla, desde sistemas automotivos, controle industrial, assistência à saúde e até exploração de petróleo. Ou seja, as possibilidades são quase infinitas para detectar e transmitir dados a baixo custo.

A utilização de chatbots e assistentes inteligentes no contexto de manufatura é uma inovação importante, pois por meio desses softwares é possível simular o comportamento humano. No campo da Indústria 4.0, os chatbots são assistentes virtuais dos operadores de produção e usam os dados obtidos dos sensores IoT para orientar as escolhas dos operadores em assistência e manutenção.

A AR (Realidade Aumentada) permite melhorar a manutenção das máquinas industriais e receber assistência remota com base em dados analíticos e preditivos gerados pelas mesmas máquinas com a vantagem de reduzir os custos de assistência e siminuir as taxas de erro, sobretudo com a melhoria da qualidade do as intervenções. Graças à realidade virtual (VR), o operador pode visualizar os dados de planejamento do ponto de vista do usuário, reduzindo os erros ao mínimo. Optar por implementar soluções de AR na organização significa poder obter imediatamente vantagens importantes em termos de eficiência, produtividade do negócio, redução de custos e possibilidade de erro, análise de Big Data, tudo isso graças à integração com estruturas de nuvem existentes. Além disso, as instruções em AR apoiam o operador em atividades extraordinárias ou de rotina.


Sendo assim, pode-se dizer que a Indústria 4.0 é complexa, porém mandatória. Com suas inúmeras vantagens, os negócios podem explorar o potencial tecnológico do momento para obter resultados ainda mais impressionantes. Caso queira conhecer ainda mais sobre a “manufatura digital”, em breve lançarei outro artigo aprofundando a respeito da Indústria 4.0, agora explorando o potencial da análise de dados obtidos com todas essas informações.

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